Considerados heróis nacionais por terem participado da Segunda Guerra Mundial integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB), os “ex-pracinhas” vão tendo sua memória apagada com o passar dos anos, por falta de divulgação, ações e projetos, que mostrem a importância da FEB no combate ao nazifascismo e, consequentemente, ao processo de redemocratização brasileira na década de 1940.
O monumento em homenagem ao soldado expedicionário, localizado na Praça do Ruão, no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, está completamente abandonado, tomado pelo mato, pichado, e com o mastro das bandeiras sendo corroído pela ferrugem. Quem seria responsável pela manutenção e preservação do monumento? O Exército, já que o monumento fica em frente ao quartel do Batalhão Villagran Cabrita? A Prefeitura, uma vez que está localizado em praça pública, ou à Associação Nacional dos Ex-combatentes, que incentivou a construção dos memoriais?
Sinvaldo do Nascimento Souza
Professor de História da Cultura Faculdade Machado de Assis
Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ