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Anonymous enviou "BRASÃO DE ITAGUAÍ
Sua autoria e descrição heráldica
O brasão do município de Itaguaí é uma das mais belas e significativas composições da ciência e arte da heráldica de domínio (armas nacionais, municipais e provinciais), que o desenhista e heraldista Alberto Lima produziu sobre o Estado do Rio de Janeiro.
Criado em 1º de dezembro de 1965, a partir da Deliberação de nº 322, apresentada pelo vereador Hélio Coelho, o Brasão de Armas de Itaguaí teve a sua aprovação sancionada pelo então prefeito Isoldackson Cruz de Brito.
Trata-se de uma verdadeira síntese iconográfica daquilo que é mais representativo da história de Itaguaí, partindo das próprias origens da antiga Aldeia e Vila de São Francisco Xavier, colonizada e administrada pelos portugueses nos seus primórdios e que foi, paulatinamente, conquistando a sua autonomia administrativa, ampliando as suas fronteiras territoriais e consolidando o seu poder político.
Observando o brasão de frente, constatamos que se trata de um escudo português formado por três faixas.
Na primeira, de fundo com esmalte vermelho, ou goles, representativo do sangue, que em heráldica simboliza valor, coragem e ânimo bélico, superpõe o símbolo da Companhia de Jesus (IHS), com a Cruz de Cristo sobre a letra H, tudo encimando os três cravos representativos de São Francisco Xavier, padre jesuíta e Padroeiro da Cidade.
Na faixa central de cor azul, denominada também de blau, convencionalmente representado em heráldica por linhas horizontais em reproduções a preto e branco, simboliza justiça, lealdade, beleza, boa reputação, nobreza e fidelidade. Nesta faixa aparece a sigla P.I. correspondente ao imperador Pedro I, que ainda como Príncipe Regente, em viagem para São Paulo onde proclamou a Independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822, esteve hospedado na então Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí.
Ainda na mesma faixa, ladeando a sigla P.I., localizam-se quatro estrelas postas em ouro, simbolizando a nobreza local representada pelo Barão de Itaguaí( João Paulo Bezerra); Barão de Ivaí (Antonio Rodrigues de Azevedo); Barão de Tefé (Antonio Luiz von Hoonholtz) e o Conde de Itaguaí (Antonio Dias Pavão).
Na terceira e última faixa, de ouro, ou cor amarela, representando o primeiro e principal metal heráldico, simbolizando com pontos, quando apresentado em desenho a preto e branco, aparece a representação das serras de Itaguaí, Caçador, Guarda Grande, Pouso Frio e Mazomba, no esmalte de cor verde, que em heráldica significa bosque, campos de verdura, esperança, civilidade, amor, honra, cortesia, amizade, domínio, obediência, compreensão, lealdade ao príncipe. Há também uma faixa ondeada de prata representando o Rio Guandu, a mais importante corrente fluvial de toda a região e ainda uma campanha do mesmo esmalte sinople, evidenciando a área verde de Itaguaí.
O Brasão Heráldico de Itaguaí tem como suportes laterais, tanto à direita como a esquerda (destra e sinistra) hastes de cana-de-açúcar, saindo de um listel de prata simbolizando a riqueza do passado glorioso daquela importante localidade do Estado do Rio de Janeiro, sobretudo na fase em que foi administrada pelos padres da Companhia de Jesus (Jesuítas).
Em um listel, colocado na parte inferior externa do brasão, a data de 1729 determinando o ano em que foi concluída a construção da igreja em homenagem ao Padroeiro da Cidade (São Francisco Xavier) e 1818, data em que a antiga Aldeia de Itinga foi elevada à categoria de Vila, cuja dignidade por muitos anos lhe deu fama de primeira grandeza.
Como se trata de uma cidade emancipada e com todos os seus três poderes constituídos e autônomos, o escudo do Brasão Heráldico de Itaguaí vem sobreposto por uma coroa mural de cinco torres de prata.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Coordenador do Curso de Turismo
Faculdade Machado de Assis
ANEXO: Brasão de Armas do Município de Itaguaí, de autoria do heraldista Alberto Lima
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Publicado em 9/05/2004 (8:20)
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