
A Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e o Sul Fluminense vão receber, nos próximos anos, toneladas de investimentos. A Petrobras, segundo se comenta nos bastidores, decidiu manter Macaé como a base apenas da Bacia de Campos e rejeitou a oferta dos paulistas de concentrar em Santos os investimentos para o pré-sal. A região escolhida será a de Itaguaí que, com isso, receberá aplicações de alguns bilhões de reais e se tornará uma área com enorme demanda de mão-de-obra especializada.
Assim, a maior empresa brasileira instalará uma ampla base de suporte ao pré-sal, com centros de treinamento, contratação de helicópteros e barcos de apoio, ampla área de manutenção de equipamentos e talvez até um estaleiro de reparos navais - que poderia ser construído pela Petrobras e explorado por privados, eventualmente.
Certamente fornecedores de peças e serviços vão querer se instalar junto à base do pré-sal. A região de Itaguaí/Mangaratiba/Angra dos Reis tem o porto comercial - com área de contêineres e granéis; disporá do estaleiro de submarinos da Marinha/Odebrecht; terá terminais de Eike Batista e de outros grupos privados. Nas proximidades está o estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis, diversos terminais de minério, inclusive da Vale, e ainda a super-siderúrgica CSA, do grupo alemão Thyssen, prestes a ser inaugurada, com investimento de R$ 12 bilhões. Tudo isso deverá criar uma concentração de empresas, ou um cluster, facilitando a oferta de serviços e produtos e transformando Itaguaí e parte do Sul Fluminense em uma região próspera e cheia de oportunidades.
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Publicado em 19/02/2010 (9:58)