Rio - Bater em criança está longe de ser uma forma de educar. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de New Hampshire e do Centro de Pesquisa e Prevenção em Berkeley, nos Estados Unidos, mostrou que as surras têm efeito contrário. O Q.I. (quociente de inteligência) de crianças entre 2 e 4 anos que apanhavam regularmente caiu 5,5 pontos ao longo de quatro anos, comparado com o daquelas que não foram vítimas de castigo físico. Entre aqueles com idades entre 5 e 9 anos, o Q.I. dos que não apanharam ficou, em média, 2 pontos maior, diz o estudo.
“Esse trabalho deve fazer as pessoas repensarem e se convencerem de que a violência não educa, não melhora comportamento. Bater não dá qualquer benefício. Muito pelo contrário. A criança que apanha tem prejuízos cognitivos, na atenção e na memória, porque fica mais inibida, acuada, fechada e tem maior dificuldade de se desenvolver plenamente”, explica Fabio Barbirato, chefe do serviço de psiquiatria infanto-juvenil da Santa Casa. “A criança teme até fazer perguntas na escola.”
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