Cursos nas escolas da Faetec formam rápido e gratuitamente. São 90 mil vagas por bimestre
Leila Souza Lima
Rio - Com oferta bimestral de cerca de 90 mil vagas em oficinas e cursos profissionalizantes básicos no Estado do Rio, os Ceteps (Centros de Educação Tecnológica e Profissionalizante) da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica) são responsáveis pela inclusão de milhares de trabalhadores no mercado, especialmente aqueles que têm formação mais deficitária, em muitos casos, apenas com Ensino Fundamental.
Para se alinhar às necessidades econômicas, a rede está promovendo reformulação e vai abrir novas unidades de ensino, expandindo também os CVTs (Centros Vocacionais Tecnológicos).
Segundo Bianca Fogli, diretora de Formação Inicial e Continuada, o público que procura as unidades Ceteps e CVTs é bastante diversificado. “Varia muito, segundo a idade, a escolaridade e o sexo. Mas a maior parte tem apenas Nível Fundamental”, destaca a professora.
Para participar dos programas de Formação Inicial e Continuada, candidatos passam por processo seletivo e sistema de sorteio. Em alguns casos, porém, é necessário pré-requisitos, como idade mínima. Informática e Idiomas, que são ferramentas instrumentais, são os cursos mais procurados atualmente. A Faetec mantém mais de 40 Ceteps e 17 CVTs, mas oferece outras alternativas, como o Restaurante Escola. A rede está presente em 37 municípios.
As unidades oferecem cursos nas áreas de Indústria, Petróleo e Gás, Comércio, Automotiva, Tecnológica e Turismo. Dessas, Indústria, Automotiva e Turismo são as mais procuradas.
A freqüência a um curso da Faetec pode promover verdadeira virada profissional na vida de algumas pessoas. Com 34 anos de experiência na área Eletromecânica, Welington Fogaça Guerra, 48, fez muitos cursos, mas não tinha um diploma. Após, concluir a formação na rede Faetec, ele percebeu que reunia as condições necessárias para se candidatar a uma vaga de professor. Foi aceito e hoje dá aulas no CVT de Quintino, Zona Norte, na área Automotiva.
“Eu tinha conhecimento, sempre trabalhei como autônomo, ajudando meu irmão na oficina dele. Mantenho a mesma ocupação, mas acho que hoje estou bem melhor, agora também com emprego formal e diploma na mão”, avalia Welington.
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Publicado em 21/09/2008 (21:28)